Em busca do espectador perdido: o campo olfativo em A Mulher Sem Cabeça, de Lucrecia Martel

Autores

  • Camila Palacios Amézquita LISAA-Université Gustave Eiffel

Palavras-chave:

olfato, sensorialidade, participação espectatorial

Resumo

Martel sempre deixou claro o seu propósito de questionar a hegemonia do visual, e uma parte da crítica centrou-se nas estratégias auditivas que atendem a tal interesse. Contudo, esse questionamento não se reduz apenas à audição; É possível perguntar sobre os sentidos que mantêm uma relação menos direta com o cinema, como o olfato. Neste ensaio proponho uma análise do campo olfativo em A Mulher Sem Cabeça(2008). A ideia central é que a evocação indireta de cheiros requer uma participação espectatorial cuja finalidade indica a necessidade de um olhar crítico sobre um mundo burguês provinciano e seus valores em declínio. Além disso, proponho que esta participação, que implica simultaneamente envolvimento e exclusão do espectador, procure dar-lhe consciência da sua capacidade de intervir não só no mundo representado, mas naquele a partir do qual ele tomou forma.

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Biografia do Autor

Camila Palacios Amézquita, LISAA-Université Gustave Eiffel

Profesional en Estudios Literarios de la Universidad Nacional de Colombia y Magister en Literatura de la misma institución. Magister en Estudios Culturales de la Université de Tours. Actualmente cursa el tercer año de doctorado en el laboratorio LISAA de la Université Gustave Eiffel, en Francia, donde adelanta una tesis sobre los largometrajes de Lucrecia Martel.  E-mail: icpalaciosa@gmail.com

Publicado

2024-11-04

Como Citar

Palacios Amézquita, C. (2024). Em busca do espectador perdido: o campo olfativo em A Mulher Sem Cabeça, de Lucrecia Martel. Imagofagia, (30), 43–67. Recuperado de https://imagofagia.asaeca.org/index.php/imagofagia/article/view/1020

Edição

Seção

Presentes