Em busca do espectador perdido: o campo olfativo em A Mulher Sem Cabeça, de Lucrecia Martel
Palavras-chave:
olfato, sensorialidade, participação espectatorialResumo
Martel sempre deixou claro o seu propósito de questionar a hegemonia do visual, e uma parte da crítica centrou-se nas estratégias auditivas que atendem a tal interesse. Contudo, esse questionamento não se reduz apenas à audição; É possível perguntar sobre os sentidos que mantêm uma relação menos direta com o cinema, como o olfato. Neste ensaio proponho uma análise do campo olfativo em A Mulher Sem Cabeça(2008). A ideia central é que a evocação indireta de cheiros requer uma participação espectatorial cuja finalidade indica a necessidade de um olhar crítico sobre um mundo burguês provinciano e seus valores em declínio. Além disso, proponho que esta participação, que implica simultaneamente envolvimento e exclusão do espectador, procure dar-lhe consciência da sua capacidade de intervir não só no mundo representado, mas naquele a partir do qual ele tomou forma.
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Copyright (c) 2024 Camila Palacios Amézquita

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