Não vou te matar. Vou te sacrificar: sobre Bienvenidos al infierno (2021), de Jimena Monteoliva"

Autores

  • María Belén Caparrós Universidad del Cine (FUC) / Universidad de San Andrés (UdeSA)

Resumo

Este artigo lê Bienvenidos al infierno (Jimena Monteoliva, 2021) como um contra-arquivo audiovisual diante da pedagogia da crueldade contemporânea. A partir da fissura analítica proposta pela sequência liminar da obra —um sintoma proléptico das matrizes sacrificiais mafiosas—, o texto rastreia a dimensão espectral do patriarcado. Longe de privatizar a violência sob o desgastado tropo da possessão, o filme expõe uma liturgia cruenta executada por uma fratria cúmplice; vale dizer, uma pluralidade hipermasculina sob o comando de um mestre de cerimônias. Diante da potência desta insubordinação crítica, a análise examina o desmantelamento da ordem antropofalogocêntrica. No centro desta dialética irresoluta, a protagonista consegue sobreviver tecendo alianças e parentescos interespécies. Em última instância, o ensaio postula o cinema de horror como uma quimera estética capaz de cartografar, tangivelmente, as engrenagens do uróboro capitalista-patriarcal.

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Biografia do Autor

María Belén Caparrós , Universidad del Cine (FUC) / Universidad de San Andrés (UdeSA)

Profesora en Dirección Cinematográfica por la Universidad del Cine (FUC) y Magíster en Gestión de la Cultura por la Universidad de San Andrés (UdeSA), donde es docente del Departamento de Humanidades. Asimismo, es tesista del Doctorado en Literatura Latinoamericana y Crítica Cultural en la misma institución y becaria doctoral del CONICET (Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas). Colabora en la revista Perro Mata Poeta y es parte de Indómito, grupo interdisciplinario de estudios terror, ciencia ficción y bizarro. E-mail: mcaparros@udesa.edu.ar

Publicado

2026-04-30

Como Citar

Caparrós , M. B. (2026). Não vou te matar. Vou te sacrificar: sobre Bienvenidos al infierno (2021), de Jimena Monteoliva". Imagofagia, (33), 251–260. Recuperado de https://imagofagia.asaeca.org/index.php/imagofagia/article/view/1196

Edição

Seção

Críticas