Narração, corpo e memória: uma análise de "As vilas volantes: o verbo contra o vento" (Alexandre Veras, 2005)

Autores

  • Ludymylla Lucena UFPA/IFPA

Palavras-chave:

cinema, corpo, memória, ruínas

Resumo

Narrar é uma atividade complexa e difícil e muitos são os fatores que podem impedir o fluxo da fala, circundando o processo narrativo. Tendo o média-metragem cearense Vilas Volantes: o verbo contra o ventode Alexandre Veras como objeto de análise, tentarei acompanhar os encontros que o filme estabelece com os personagens-narradores em seus processos de convocação da memória. Cada um deles tenta, seja através da palavra, seja do corpo, resgatar experiências passadas na antiga vila pesqueira em que moravam. Vila que se encontra hoje em ruínas, soterrada e destruída por causa dos fortes ventos, que deslocam de maneira contínua as dunas da região. Tentarei mostrar como a dimensão do que seria “narrar um acontecimento” se expande nesse filme: narrar não estaria restrito ao verbal, mas passaria a abarcar o corpo em toda sua expressividade e autonomia, mesmo quando cala e não tem nada a dizer, mesmo quando esquece.

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Biografia do Autor

Ludymylla Lucena, UFPA/IFPA

Graduada em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará, mestre em Estética e Filosofia da Arte pela Universidade Federal de Ouro Preto, doutoranda em Artes pela Universidade Federal do Pará e professora de Filosofia no Instituto Federal do Pará – Campus Bragança. E-mail: ludymyllalucena@gmail.com

Publicado

2022-10-31

Como Citar

Lucena, L. (2022). Narração, corpo e memória: uma análise de "As vilas volantes: o verbo contra o vento" (Alexandre Veras, 2005). Imagofagia, (26), 37–61. Recuperado de https://imagofagia.asaeca.org/index.php/imagofagia/article/view/878

Edição

Seção

Presentes